PALESTRA GRATRUITA SOBRE RELACIONAMENTOS DIA 16

Nesta quarta, dia 16, acontece a palestra "Trabalhe seus Relacionamentos Afetivos", com a consultora Roselake Leiros que, além de muito simpática, oferece um agradável espaço para o encontro na Rua Teixeira da Silva, 329 cj.81, no Paraíso, proximo metrô Brigadeiro. Já fui em outra palestra da Roselake e ela é realmente uma profissional bastante focada e que sabe passar seu recado com inteligência e humor. A palestra começa as 19h30 e tem como objetivo mostrar que é possível manter relacionamentos afetivos de qualidade utilizando métodos de PNL. Embora a palestra seja gratuita, convém se inscrever antes pelo fone 3142-9263 ou email contato@crescermais.com.br

Dia 16 de maio às 19h30 no Espaço CreSerMais - grátis

Vejam a Gabi com seu filhinho e um de seus sete gatinhos. A Gabi fez uma das campanhas mais sensíveis e bacanas do Facebook posando a gravidez toda com seus felinos e mostrando que não há perigo em conviver com gatos nesse período. As lindas fotos passavam a mensagem de forma sutil sem que nada precisasse ser escrito.

ONG CRIATIVA

A OBA - Organização Bem-Animal Florianópolis é uma entidade repleta de boas ideias para ajudar cães e gatos abandonados. Além dos inúmeros eventos que a ONG promove ao longo do ano, também busca parcerias para campanhas de conscientização e para doações. Um bom exemplo de gestão de ONG é a campanha abaixo. Numa parceria com a Globo Renault, a OBA conseguiu que cada veículo seminovo vendido gere ração para os animais atendidos no Mutirão Mata-Fome. O carismático cartaz também é fruto de parceria com a DBS Multicriação.

Outra ação interessante da ONG foi conquistar Romário para uma campanha de conscientização. Enquanto passava o carnaval desse ano na Praia de Jurerê Internacional, Romário topou posar com a filha Ivy e o cão Aquilles para o cartaz abaixo que já circula pela cidade por meio de onze ônibus. A campanha é "Amor sem barreiras e para toda a vida". A OBA também foi uma das ONGs selecionadas para o MI-AU BOOK - Um Livro Pet-Solidário, primeira edição, em 2009. Suas fundadoras vieram até SP para a noite de lançamento numa livraria de Moema, numa atitude bastante simpática e profissional.

Dou a vara, mas não dou o Peixe!!!

“Dou a vara de pescar, mas não dou o peixe!”. Essa sempre foi uma frase que me perturbou muito tal o conteúdo individualista e arrogante nela contido. É muito fácil dizer isso de boca cheia, principalmente quando a boca está realmente cheia... de comida. Há casos em que  há tempo de ensinar a pescar, mas noutros a vara de pesca só servirá para a pessoa em desespero se enforcar. Em muitas ocasiões é preciso primeiro dar o alimento, pra depois a pessoa começar a raciocinar e ter condições de arranjar um emprego.

 

Outra frase absurda que muitos país dizem aos filhos: “Come tudo, filho e limpa o prato, não deixa nada porque tem gente que não tem nem o que comer”. Bom... não é comendo além do limite só pra não deixar migalhas no prato que uma pessoa vai ajudar outra que passa fome. Ela ajudaria se dividisse seu prato com outra ou se fizesse menos comida e doasse o que não vai usar para outra que pudesse aproveitar. Fazer as crianças “limparem” o prato não ameniza a fome de ninguém e muito menos corresponde a uma forma de “agradecer” pelo alimento.

No Conexão Repórter desta quinta foram mostradas algumas pessoas que vivem do lixão. Outras que sobrevivem com os restos das feiras. Eu mesma já fiz uma reportagem num lixão sobre o qual as pessoas construíam suas casas e viviam. Dormiam, comiam e viviam em cima do lixo acumulado... coisas podres, mau cheiro e refeições com comida estragada ou vencida. Uma mulher me falou como ficava feliz quando achava pizza e yogurte vencidos.

Na reportagem do Conexão Repórter foi difícil não se emocionar com um homem dizendo que se tivesse dinheiro gostaria de comer uma lasanha. Algumas pessoas sonham com tão pouco, né? Uma lasanha! A mulher dele chora enquanto diz que sente vergonha de pegar comida no lixo, mas que está feliz porque acharam um peixe inteiro, grande e que deu pra repartir com todos da casa.

Noutra cena uma senhora que sofre de tuberculose e é sozinha no mundo mostra como sustenta os três netinhos numa favela. Ela anda 4 km a pé da feira até em casa pra levar o alimento que cata no final da feira. Mostra pra netinha um belo abacate e diz: “Tá vendo? Vc não queria abacate? Achei um bem bonito!”. E a menina, um tempo depois, se lambuza toda com o prêmio encontrado pela avó nos restos da feira.

 

Às vezes eu fico pensando... por que o dinheiro não está nas mãos de quem poderia dar um jeito nessa situação? Por que o dinheiro sobra nas mãos de gente egoísta que jamais seria capaz de dividir seu peixe e que se der a vara de pescar ainda é capaz de cobrar um dia por isso? Tanta gente solidária podia ter nascido rica e estar acabando com a fome, mas parece q o dinheiro só brota nas mãos de pessoas que só se preocupam consigo mesmas, que enchem o peito orgulhosas de seus dividendos e dizem: “Ensino a pescar, mas não dou o peixe”. Seria mais honesto elas dizerem: “Não ajudo ninguém porque não me sinto obrigado e nem com vontade de fazer isso”.

No jornalismo a gente aprende a jamais ser indiferente. Na verdade, grande parte das pessoas que fazem jornalismo já são bastante sensíveis e carregam dentro de si uma vontade de mudar o mundo.  A gente é chicoteada pelos fatos, vive aquele momento difícil junto dos entrevistados... somente uma porta consegue ficar indiferente.

Lembro que uma vez, num desabamento, uma mulher cheia de crianças comentava que não tinha pra onde ir. Deu uma vontade de levar todo mundo pra minha casa. Mas eu ia precisar ter uma mansão porque no dia seguinte desapropriaram um prédio invadido. Nossa! É tão triste ver o pessoal saindo com suas trouxinhas carregando filhos e animais, panelas, cobertores... tudo tão solto.

Sabe... toda criatura viva quer um cantinho. Qualquer lesminha, qualquer formiguinha quer ter sua casinha. Se eu pudesse dava casa e emprego pro mundo inteiro. E se eu ficasse milionária consertaria a  vida de muita gente.

Primeiro eu daria o peixe e o teto... e só depois daria a vara de pescar. A verdadeira ajuda é enxergar dignidade nas pessoas, é acreditar nelas. Dar a vara sem antes alimentá-las, sem antes tirá-las do desespero é o mesmo que dizer: “Olha... vc é vagabundo, não quer trabalhar e por isso está nessa situação. Toma a vara... mas vê se me devolve depois”. Dar a vara numa situação de emergência não é estender a mão, mas humilhar a pessoa que já não tem mais forças pra acreditar em si mesma.

A senhora que cuida dos três netos assinala que o maior medo dela é morrer e não poder continuar cuidando das crianças. Se eu pudesse, contratava aquela senhora como cozinheira e punha todos na minha casa... que ia precisar ser uma mansão. Infelizmente as mansões estão nas mãos daqueles que nada querem compartilhar. Que acreditam que estão aqui pra cuidarem apenas do próprio umbigo e, no máximo, do umbigo de suas crias.

Se todo mundo que vive bem adotasse uma família pobre, já sentiríamos uma grande diferença. Se todo mundo tivesse pelo menos dois bichinhos em casa, talvez já quase não tivesse animais abandonados nas ruas. Cada um dos rostos da reportagem desta quinta não me saem da cabeça. Há milhões de pessoas nessas condições e até piores. E o dinheiro circulando nas mãos de quem sequer enxerga o outro. O que será que o universo quer nos provar fazendo a fartura fluir por entre aqueles que não têm índole solidária?

 

As pessoas praticam o bem porque são boas ou são boas porque querem se sentir bem?

Sem dúvida, fazer o bem faz bem, especialmente à auto-estima. A gente se sente contente por estar ajudando, contribuindo, interferindo de alguma forma positiva. Mas será a bondade uma ferramenta de autobajulação? Alguns cientistas apontam a benevolência como um gesto que, na verdade, busca muito mais uma satisfação própria do que o apoio ao outro. Bom, de fato, muitas pessoas praticam o bem esperando algo em troca. Muitas, assumidamente, dizem que só ajudam se tiverem algo a ganhar com isso. Transformam a solidariedade numa moeda. Outras fazem o bem para compensar algum mal do passado, como uma espécie de ajuste moral de que necessitam para aliviar suas consciências pesadas.

Mas será que não existe o altruísmo genuíno... a vontade sincera de ajudar o próximo? Em várias espécies animais vemos ajudas bastante improváveis. São animais, inclusive, de espécies diferentes, que se ajudam em casos de emergência. Muitas vezes vemos também pessoas arriscando a própria vida para salvar a de outras com as quais não têm nenhum parentesco. Tem gente que morre tentando salvar um desconhecido de uma tragédia, de um incêndio, um acidente qualquer. A evolução das espécies depende muito disso: da união, da solidariedade. É assim que um grupo cresce, se fortalece. Sociedades egoístas tendem a progredir menos e mais devagar que as que interagem mais, trocam mais experiências, se ajudam mutuamente.

Alguns estudos mostram também que altruísmo está ligado ao QI. Quanto mais inteligentes, mais generosas as pessoas tendem a ser. Isso porque elas já estão num nível de consciência menos selvagem e mais disposto a compartilhar seus bens físicos e intelectuais. Quanto mais inteligente, menos egoísta, mais compreensiva e solidária. É por isso que muita gente inteligente não chega a ficar rica. Riqueza e bens materiais não são as prioridades e sim deixar o mundo melhor. É nesse sentido que surgem os líderes religiosos, políticos e também os heróis. Eles querem mudanças. Muitos trabalham no anonimato e, embora não estejam no comando, também lideram revoluções silenciosas.

Assim... podemos admitir que muita gente é boa porque quer se sentir bem - sua satisfação pessoal encontra-se em primeiro plano. Mas daí não dá pra chamar de bondade. É apenas estratégia de bondade pq é oferecido algo para obter alguma outra coisa ou favor em troca ou para simplesmente alisar o próprio ego. Mas há sim pessoas com solidariedade no DNA, que fazem o bem sem esperar qualquer tipo de compensação. Bom... é minha opinião.

 

Todo mundo pode ajudar os animais com gestos simples em todas as fases da vida. A Gabriela Toledo, por exemplo, na foto acima, pousa com um de seus gatos pra mostrar que não há risco nenhum de passar doenças para o feto apenas convivendo com felinos. Ela compartilhou essa e muitas outras fotos do gênero pelo facebook.

Vem aí mais uma tenebrosa e perigosa sexta 13 para os gatos pretos. Se vc mora perto de um cemitério, faça xerox e cole cartazes na região alertando que é proibido o uso de gatos em rituais. É crime de maus-tratos e as pessoas podem acionar a policia se virem alguém usando gatos. E vamos todos ficar alertas em encruzilhadas, cemitérios e de olho em gatinhos pretos que vivem soltos por aí. Compartilhar essa foto tb ajuda.

MACACOS SÃO PESSOAS

Por: Fátima Chuecco

A Super Interessante de abril traz uma matéria bastante interessante sobre os chimpanzés explicando que eles são mais parecidos com o homem do que com o gorila. A questão não é só genética, não tem a ver apenas com o DNA, mas também com o comportamento. Pra começo de conversa, chimpanzés têm uma dieta basicamente vegetariana, mas adoram carne quando conseguem obtê-la, enquanto que o mais perto que um gorila chega de uma carne é comendo cupim.

A foto acima faz parte da matéria que reune alguns dados bem curiosos relacionados a uso de ferramentas, guerras por território e práticas sexuais em troca de favores. Sim... hoje em dia as chimpanzés fêmeas não querem mais só um braço forte pra proteger seus filhos e buscar bananas. Elas querem também alguns “presentes”. Parece ou não parece com a gente?

A matéria fala tb da consciência da morte, do luto e das reações diante da perda de entes queridos. Bom... o luto é algo vivido em outras espécies animais também, mas os chimpanzés reagem de forma bem semelhante aos humanos... eles e outros grandes primatas como gorilas e orangotangos.

Aliás, eu sempre falo, mas é difícil as pessoas assimilarem porque, pelo menos no Brasil, a gente aprende que todos os primatas são macacos, mas isso não é verdade. Cientificamente falando, macacos são os primatas que possuem rabo como sagüis, bugios, mico-leão-dourado. Gorilas, chimpanzés, orangotangos, bonobos e o homem (que também é um primata) não possuem rabo, portanto, nenhum deles deveria ser chamado de macaco. No Brasil não há nenhum grande primata e, talvez por isso, nos acostumamos a tratar todos como macacos.

Sobre a questão de macacos serem pessoas, eu me refiro aos grandes primatas sem rabo. Se mexem com computador, fazem contas, aprendem a linguagem dos sinais, reconhecem-se no espelho e uns aos outros por meio de fotos e imagens, o que mais precisam fazer para serem reconhecidos como pessoas? Falar?

Bom... houve época em que o homem também não falava. Emitia sons bens semelhantes, senão iguais, aos de seus primos primatas. A fala foi uma evolução genética e, certamente, nos empurrou para uma sequência de outras evoluções físicas e intelectuais, mas isso não torna os outros grandes primatas irracionais. Eles apenas estão num patamar evolutivo diferente e olha... nem tão distante assim se levarmos em consideração tudo que aprendem a fazer quando em convívio conosco. E se eles vivessem entre nós? Será que não encontraríamos alguns deles tomando seu café num bar como na foto?

Lobo BOM, Lobo MAU e as OVELHAS

Como é isso nos ambientes corporativos?

Por: Fátima Chuecco

Fala-se muito em liderança, em chefes engajadores, em pessoas que parecem ter um senso apurado de gestão e que, por conta disso, crescem mais rápido nas empresas, atingindo postos de comando. Seriam eles os lobos bons ou maus?

Simpáticos, sorridentes e bem-humorados – quase sempre também adeptos de uma vida saudável e praticantes de esportes – muitos desses líderes geram a impressão de serem pessoas de boa índole, éticas e preocupadas com o bem-estar da equipe. Afinal, não tem como crescer sozinho. O crescimento depende do empenho de muitos.

Mas dia desses alguém me chamou a atenção para o fato de um líder ser, na verdade, o chefe da alcatéia – é o lobo mais determinado, mas também mais feroz e, portanto, perigoso. Cresce se apoiando nos outros ou impondo uma autoridade que é latente nele... uma sede de poder ou de realização individual que pouco tem a ver com senso de coletividade. O líder pode ser um grande lobo mau, que engana e se aproveita da ingenuidade... das ovelhas.

Mas haverá também lobos bons no comando das grandes empresas? Líderes estrategistas, com magnetismo à flor da pele, mas que não atacam e nem abusam das ovelhas pra crescer dentro de uma empresa?

 

Espero que sim, pois, essa me parece a melhor maneira de vencer: ajudando os outros a subirem também. Lembro de uma palestra de um executiva da Havaianas. Na verdade, a responsável por dar uma reviravolta na empresa quando, muitos anos atrás, houve uma crise grande que quase fechou as portas da Alpargatas.

Em meio ao desespero, os líderes daquela ocasião (lobos maus) propuseram a ela que mandasse toda a equipe de comunicação e marketing embora (o rebanho todo de ovelhas). Ela recebeu carta branca para contratar quem bem entendesse. No entanto, preferiu chamar um a um e ver por que estava desmotivado e o que gostaria de fazer dentro da empresa – que atividade lhe daria mais prazer, em que condições de trabalho e horário.

Aos poucos, cada colaborador foi assumindo um novo posto ou tendo mudanças em seu próprio cargo. Alguns até preferiram ser demitidos por não verem chance de se sentirem bem no local ou com o serviço – mas por escolha deles. Os que ficaram fizeram uma nova empresa. Transformaram  rapidamente  a empresa que beirava a falência numa indústria de chinelos de grife. E isso foi conseguido com uma loba BOA.

 

Há inúmeros casos de lobos MAUS que a cada degrau de uma escada pisam numa cabeça. Sobem rápido, ganham muito dinheiro, mas quando chegam lá no topo podem cair drasticamente porque não fizeram aliados nem amigos... porque não inspiraram pessoas, apenas se aproveitaram do talento e da ingenuidade de outros que, por não terem essa fome de poder, ficaram pra trás.

O bom líder ou o Lobo BOM domina uma alcatéia, mas com sua inteligência, gentileza e senso de coletividade. O bom líder não olha apenas pra frente, mas também pra trás, pros lados, pra cima e pra baixo a fim de estender a mão para as pessoas que o ajudaram a chegar lá por meio de seus trabalhos, ideias, projetos, dedicação... olha pra todos que possuem alguma participação, por menor que seja, nos bons resultados. E ele olha ainda para aqueles que ainda não foram notados.

O bom gestor ou bom líder não assusta a equipe... ele a acolhe. O bom líder enxerga que há outros líderes entre as ovelhas – pessoas notáveis que não almejam o comando, mas querem apenas ser livres para criar e colaborar de suas próprias maneiras.

 

CURSOS GRATUITOS

HISTÓRIA PARA AQUECER O CORAÇÃO

Esse gatinho de nome Valentin caiu do quinto andar, perdeu o movimento das pernas e sua dona iria sacrificá-lo, mas uma moça de Brasília ficou sabendo e conseguiu adotá-lo. Ela é apaixonada por ele! Valentin é jovem e pode ter uma recuperação significante, mesmo que não volte a andar normalmente. Talvez seja possível uma cadeirinha de rodas ou, quem sabe, o destino ainda lhe reserva uma boa notícia. Ele faz fisioterapia e acupuntura. Teve uma segunda chance. Essa história nos dá duas lições. A primeira é que nunca se pode ter gato em apartamento sem telar todas as janelas e sacadas. A segunda lição é esse exemplo fantástico de solidariedade. Muitas pessoas sacrificam animais quando se acidentam, mas é errado porque não são animais doentes, apenas com movimentos limitados assim como acontece com muitas pessoas. Por coincidência, no ano passado, um gatinho amarelo como o Valentin, levou um tiro e iria ficar paraplégico. Iria... porque seus donos o sacrificaram. Fiquei muito chocada porque seus donos têm outros gatos, todos adotados e ainda receberam oferta de ajuda para os gastos médicos. A lei de maus-tratos a animais deveria ter um item penalizando pessoas que abandonam ou matam seus bichos exatamente no momento em que deveriam estar lutando pela vida deles. Infelizmente, tb existem veterinários que matam os animais (e até cobram por isso) mesmo que ainda estejam saudáveis, apesar de idosos ou com limitação de movimentos. Vejam a carinha desse gatinho de Brasilia. Não valeu a pena salvá-lo?

Em tempo: Valentim estará presente na seção Sobreviventes do MI-AU BOOK 3 - Edição Histórica. Se vc tem um bichinho, seja cachorro, gato ou outro tratado como membro da família, adquira uma página do livro para prestar uma homenagem carinhosa e terna a ele. Orientações e inscrições pelo email miaubook@hotmail.com  

 

AS MULHERES CADA VEZ MELHORES E OS HOMENS CADA VEZ PIORES

Calma! Antes de me imaginarem uma inimiga do sexo masculino eu explico. É que no mundo atual, pelo menos nas grandes cidades onde as mulheres são maioria e há pelo menos quatro delas para cada homem, não basta mais ser bonita (ou perto disso), inteligente, carinhosa  e simpática. Para competir pelos escassos exemplares do sexo oposto ela tem que ser tb bem sucedida no trabalho e estável financeiramente.

Enquanto isso, os homens, que algumas décadas atrás tinham que suar a camisa para conquistar as mulheres ou, pelo menos, uma boa mulher para formar família, hoje em dia não fazem qualquer esforço para ter boa companhia feminina. E, diante de uma demanda tão farta, eles estão podendo se dar ao luxo de inumerar 501 qualidades antes de escolher uma mulher para casar ou firmar um relacionamento mais sério.

Dia desses uma senhora de uns 80 anos começou a conversar comigo no ônibus. Não me recordo o que ativou esse assunto, mas ela disse que no “tempo dela”, bastava a mulher ser uma boa moça, carinhosa e de boa índole para casar e formar família. “Mas hoje em dia tem que ser tudo isso e ainda ter uma boa vida financeira”, complementou. E vejam que coisa interessante que ela disse: “Na minha época o homem não olhava para os pés da moça pra saber se usava sandália chique ou chinelo. Ele casava com aquela de quem ele gostava”.

Pimba! Na mosca! Aos 80 anos e super antenada com as gerações seguintes à dela. Isso me fez lembrar de um comentário de uma colega de trabalho que mora num bairro bem distante – um daqueles da tenebrosa lista de locais mais perigosos de SP. Ela disse que quando contava onde morava os caras saíam de fininho na hora... e olha que é uma moça bonita, inteligente, simpática... mas mora na periferia.

Minha mãe me contou que uma vez o bairro alagou por conta das chuvas bem no dia do aniversário dela. Ela já namorava o meu pai e ele foi de barquinho ao encontro dela levar o presente. Fofo, não? Mas uma cena do passado. Quantas de nós já não ouviram um sujeito desistir de um encontro porque caiu um temporal na cidade e o trânsito ficou infernal?

A senhora do ônibus, que a essa altura já despertava o interesse de metade dos passageiros, continuou: “Hoje em dia o que mais conta não são as virtudes da pessoa, mas o dinheiro. Sem ele, a moça pode ter tudo, mas será o mesmo que não ter nada”. Sábia anciã!  De fato, já percebi em várias ocasiões o brilho nos olhos de homens sedentos por uma mulher capaz de lhes dar segurança financeira ou que os ajude a engordar sua própria pequena ou média fortuna.

Eu mesma já ouvi de um namorado, um tempo atrás, algo assim: “Vc é bonita, boa, inteligente, amorosa masssss... não sabe ganhar dinheiro”. Vejam bem: não ganhar muito dinheiro virou defeito. Não ter casa própria ou carro é praticamente um pecado. E a índole, que já foi muito importante na escolha de uma parceira, virou uma palavra alienígena. Indo... o quê? Índole? Já ouvi falar, mas o que significa mesmo???

Como alguns homens devem ler esse artigo eu preciso dizer que não acho que todos sejam assim... apenas grande parte, talvez a maioria. Tenho uma experiência pessoal que, aliás, mostra que há exceções. Quando entrei na faculdade eu não podia arcar com as mensalidades e muito menos a minha família. Então meu namoradinho na época, que só tinha 21 anos, ofereceu vender seu carro para eu continuar estudando. Eu não aceitei e acabei conseguindo crédito educativo do governo, mas vejam que gesto nobre o dele. Que índole!

Para mim, particularmente, a parte mais sensual de um homem é sua índole.  É a parte que mais me cativa e excita. É claro que há os “falsos bons samaritanos” – aqueles que se fingem de homens bons para conquistar boas mulheres. Mas quando o caráter é da melhor qualidade, de verdade, esse homem para mim é o mais sedutor de todos.

Lamentei não pegar um contato da senhora do ônibus. Se numa curta viagem ela disse tanta coisa interessante, imaginem num papo mais longo. Mas ficou gravada a principal observação: mulheres estão cada vez melhores (porque precisam se aperfeiçoar pra competir num mundo escasso de homens) e os homens estão cada vez piores porque já não precisam mais se esforçar para terem boas companhias.

QUEM TEM BICHO PRECISA FAZER TESTAMENTO

Mesmo que sejam jovens e saudáveis, as pessoas que possuem bichos precisam deixar por escrito e lavrado em cartório o que desejam que seja feito após sua morte. Parece mórbido, mas ninguém sabe o dia seguinte e há inúmeros casos de animais que foram abandonados e até mortos depois que seus donos partiram.

No momento estou presenciando uma história dessas de um vizinho. O senhor de idade avançada foi hospitalizado e sua cachorrinha passou a uivar noite e dia sozinha no apartamento. A família é bem de vida e poderia muito bem contratar uma babá de cachorros ou ficar com a cachorrinha até o dono se recuperar. Ao invés disso, o próprio filho desse senhor me disse que precisaria “se livrar da cachorra” porque não pode cuidar dela e do pai ao mesmo tempo.

Triste não? O próprio filho, rico, mostrando-se sem qualquer sensibilidade e solidariedade para com o pai e a cachorrinha dele. Expliquei que ele não pode abandonar a cachorra e que esse caso teria uma solução simples. Basta contratar alguém para ficar com a cachorrinha na ausência do dono ou numa emergência, pois, tudo que ela precisa é de companhia. A frieza desse filho é difícil de acreditar mesmo porque, aparentemente, ele teve tudo na vida e chegou a hora de devolver amor ao pai.

Isso nos leva a pensar: quantos de nós não podem vir a precisar de filhos ou da família na velhice? Quantos  de nós não precisarão de ajuda de parentes próximos para cuidar dos bichos que criaram e que foram seus fiéis companheiros? Vemos toda hora pessoas morrendo e seus bichos sendo enxotados pra fora da casa ou coisa pior. Portanto, é fundamental pensar no futuro deles. É sempre chato escrever um testamento, mas é muito importante deixar tudo acertado antes de partir porque ninguém sabe o que vai acontecer no instante seguinte.  As pessoas parecem não se lembrar que não é só doença que mata, mas também acidentes, desabamentos, bala perdida... até intoxicação alimentar. E não importa a idade, todos estão sujeitos a tudo.

Nem sempre a pessoa conta com apoio da família e é por isso que muitos milionários já deixaram suas heranças para os bichos. Claro que os animais não podem administrar o dinheiro, então é muito comum que ex-empregados, enfermeiros ou amigos próximos fiquem como tutores dos bichos. Alguns casos notórios:

Em 2003, na Inglaterra, Margareth Layne, de 89 anos, deixou 160 mil dólares para seu gato Tinker, além de uma casa de 560 mil dólares. A fortuna foi passada para um casal de vizinhos que também gostavam de gatos e tinham dois felinos. Todos passaram a viver na mesma casa.

Em 2007, nos Estados Unidos, Leona Helmsley deixou 10 milhões de dólares para seu maltês branco chamado Trouble. A milionária deixou mais 10 milhões de dólares para sua irmã na condição de que cuidasse do cachorro.

Leona e Trouble

Em 2010 foi a vez de Conchita e outros dois cães herdarem 25 milhões de dólares de sua ex-dona Gail Posner, falecida aos 67 anos, em Miami Beach. Os ex-empregados ficaram como tutores dos animais e administradores da fortuna.

Em 2011, na Itália, Tommaso se tornou o gatinho preto mais sortudo de toda a história. Herdou 10 milhões de euros de sua dona morta aos 94 anos. Foi a enfermeira que ficou com o dinheiro porque, além de gostar de gatos, ajudava uma entidade de felinos.

Mas e quando o dono não tem recursos?

Em 2010, Dona Sueli, como ficou conhecida em Porto Alegre (RS), morreu deixando seus 70 gatos para a filha, solteira e com poucos recursos econômicos. O aluguel da casa onde ela vivia já estava atrasado três meses quando ela faleceu. Uma ONG, estimulada pela Rede Record, ajudou a doar os gatos, mas eram muitos e não se sabe o paradeiro dos demais... pelo menos não encontrei o final da história.

Esse desespero pode ser evitado tomando-se algumas precauções em vida. Não adiante se justificar dizendo: “cuidarei enquanto puder”. De que vale tanto sacrifício em vida pra deixar os bichos à própria sorte depois da morte do dono? Não é justo. Quem tem bichos deveria se preocupar em designar um tutor, uma ONG e, se puder, deixar dinheiro, seguro de vida ou imóveis em nome de alguém de confiança que poderá cuidar dos animais. Precisa descrever peculiaridades como remédios administrados, idade dos bichos, doenças crônicas  ou comportamentos que precisam ser levados em conta. É assim que se evita o pior.

A Velhice não tem glamour

Com o avanço da medicina e a adoção de uma vida mais saudável, as pessoas vivem mais e melhor. Algumas mulheres de 60 colocam as de 30 no chinelo. O jeans que nos anos 60 era símbolo da juventude hoje já é usado por pessoas de zero a 100 anos de idade. Chegar à terceira idade, ou seja, aos 65 anos, já não é mais ser velho porque pessoas nessa idade continuam trabalhando, namorando e descobrindo novos interesses.

Mas quando avançamos mais um pouco no tempo, começam a parecer os problemas. Não há medicina que impeça o corpo de envelhecer. Os órgãos enfraquecem e deixam de funcionar direito como um carro ou uma máquina com bastante tempo de uso. Há exceções, mas a grande maioria das pessoas tem problemas de saúde entre 70 e 90 anos (quando chegam lá). E isso as torna vulneráveis e indesejáveis.

Cada um de nós conhece pelo menos um caso de pessoa colocada em asilo pela família quando começa a ficar doente. E algumas dessas pessoas têm bichos. Algumas estão lúcidas, mas já precisam de ajuda constante para necessidades básicas. Quem dera todos pudessem pagar uma enfermeira diarista sem ter que sair da própria casa... ou, quem dera os filhos tivessem essa disposição de cuidar dos pais por toda a vida. Mas alguns nem sequer têm filhos e outros possuem filhos que não estão dispostos a cuidar diretamente dos pais, quem dera de seus bichos.

Quando a velhice chega é preciso estar preparado pra tudo porque mesmo filhos carinhosos podem, de repente, se tornar frios e egoístas. E podem ficar absolutamente insensíveis como o caso que relato no início desse artigo, a ponto de querer se livrar de uma única cachorrinha dócil e que é a companheira fiel dos pais. Estamos num mundo em que, infelizmente, a falta de solidariedade e gratidão, predomina. E isso vai ficando mais evidente à medida que a idade avança. Nem mesmo os idosos ricos estão a salvo de golpes de parentes e filhos, então quem dirá seus bichos, ainda mais indefesos?

Bardot atual

Digo que a velhice não tem glamour porque as pessoas velhas deixam de existir, isto é, ninguém mais enxerga o interior delas, o que são, o que fizeram, o que representam. Elas viram apenas pessoas velhas. Um documentário sobre a vida da Brigitte Bardot mostra bem o quanto é cruel a velhice.  A musa eterna da beleza e da sensualidade está viva, mas com mais de 70 anos de idade. Ela ainda é a Brigitte Bardot, mas quem enxerga isso? No Canadá, alguns anos atrás, não a viram. Ela estava naquele país para protestar contra a matança de focas. Os ministros a trataram como uma pedinte e nem sequer a receberão em seus gabinetes. Numa das cenas o segurança pede para Bardot se retirar. Foi triste. Desolador.

Por isso, é importante, em qualquer idade, mas principalmente na velhice, deixar todas as instruções para uma emergência. Nossos animais precisam disso, precisam do nosso comprometimento até depois da morte.

SEMIINÁRIO SOBRE ANIMAIS ABANDONADOS NOS PARQUES

O evento contará com a participação de entidades de proteção animal

Abandono de animais nos parques estaduais é o tema do seminário que será realizado na Secretaria do Meio Ambiente - SMA, na terça-feira, 27 de março, às13h30. Em busca de soluções para o problema, o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas juntamente com as entidades protetoras dos animais Cão Sem Dono, Celebridade Vira-lata, Distrito Animal, Instituto Nina Rosa, Os Cães do Parque e Natureza em Forma promovem o encontro de especialistas para dividir e debater experiências em relação ao tema. Presença também da Fundação Florestal (FF), do Centro de Controle de Zoonoses da cidade de São Paulo, do Centro de Fauna Silvestre (CFS) e da Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA), da SMA.

O objetivo central do seminário é criar condições, em conjunto, para que a Secretaria do Meio Ambiente e a Polícia Militar Ambiental possam dar o atendimento adequado aos animais abandonados nos parques estaduais, administrados pela FF, e orientar corretamente os gestores dos parques sobre como proceder diante do problema. Os casos de abandono nos parques estaduais, muitas vezes, são fruto da má informação por parte da população, que acredita, erroneamente, que o animal sobreviverá - e bem - na natureza.

Na próxima terça-feira, o evento tratará o assunto com as entidades que enfrentam o problema no dia a dia e, dessa maneira, expor a realidade dos animais deixados no parque e os impactos que o abandono traz à sociedade como um todo. A ideia é unir forças com as diretorias dos parques estaduais e a Policia Militar Ambiental e buscar soluções concretas para diminuir e, no futuro, acabar com essa situação. O seminário é aberto ao público e ao final das apresentações haverá um debate com os participantes.

Ainda na ocasião será apresentado o folheto instrutivo: “Abandono de animais nos parques”, material desenvolvido pela SMA em parceria com os grupos protetores e ONGs. Faixas e cartazes também farão parte das ferramentas utilizadas pelos parques para colaborar com o combate ao abandono. A partir do seminário, os gestores das Unidades de Conservação serão orientados a denunciar casos de abandono à PM Ambiental. Importante destacar que, segundo a Lei de Crimes Ambientais 9605/98, maus-tratos é crime e abandono é uma das piores formas de maltratar um animal.

 SEMINÁRIO: ANIMAIS ABANDONADOS NO PARQUE

LOCAL: Auditório Augusto Ruschi - Secretaria do Meio Ambiente

ENDEREÇO: Av. Professor Frederico Hermann Junior, 345. Pinheiros

HORÁRIO: 13h30 às 18h

 PROGRAMAÇÃO

13h30 Credenciamento

 14h15 Animal: ser de respeito

Nina Rosa Jacob, Fundadora e Presidente do Instituto Nina Rosa

14h30 Transformar é possível

Fábio Pegrucci, da entidade Os Cães do Parque
Vídeo

14h45 A importância da castração

Dra. Osleny Viaro, Coordenadora do Programa Educativo para Viver de Bem com os Bichos do Centro de Zoonose do Estado de São Paulo

15h00 Animais silvestres: vítimas do desmatamento e o impacto nos Parques Estaduais

Marcos Pompeu e Silvia Pompeu da Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos (ASERG)

15h15 O papel da Secretaria do Meio Ambiente na questão da fauna silvestre

Claudia Terdiman Schaalmann do Centro de Fauna Silvestre da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo

 

15h30 Animais nos Parques Estaduais

Representante da Fundação Florestal

 15h45 Maltratar animais é caso de polícia

Coronel Milton Sussumu Nomura, Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo

 16h00 A importância da educação ambiental

Daniel Teixeira de Lima, representante da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo

 16h15 Intervalo

 16h30 Abertura para discussão

Mediador: Daniel Teixeira de Lima, representante da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo

 18h00 Encerramento

 ENTRADA FRANCA

 

NESTA QUINTA, dia 22, acompanhem no site www.anda.jor.br a continuação da minha matéria sobre o Caso Dalva - A Matadora de Animais da Vila Mariana que já confessou q vem matando animais há um ano. Resultado do laudo, análise veterinária do método usado para matar animais saudáveis e perfeitamente adotáveis, respostas para as principais indagações dos leitores e mais alguns detalhes. É importante que todos fiquem a par, espalhem a história e ajudem a detê-la. A primeira parte da materia já foi curtida por cerca de 3 mil pessoas e lida por pelo menos o dobro disso. Prova de que as pessoas estão indignadas, interessadas e que podem se unir para exigir um tratamento diferenciado para esse caso que chocou o Brasil. Contribuam com comentários, ideias e compartilhem!!!

 

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