DICAS de TEATRO COMIDA MÚSICA

Vamos começar com o novo CD do The Black Eyed Peas, The End... que é bárbaro. No post abaixo uma das melhores faixas I Gotta Feeling. A música fala de uma noite de festa, com todo mundo se divertindo muito e o clipe é uma delícia! Boa dica para sair do marasmo, esquecer os problemas, chutar as pedrinhas do caminho e cair na farra. Afinal, a festa quem faz é vc, não importa quando e nem onde.

E no post abaixo do video leiam sobre a peça SORRIA, baseada na obra de Charles Chaplin e que tem como personagens centrais uma jornalista que só vive para o trabalho, um psicólogo que tem problemas com a "mae" e uma escritora com bloqueio criativo que consegue escrever uma receita de bolinho de quiabo com cereja, mas não consegue escrever um livro. Chaplin vai mexer com seus sentimentos mais profundos e te fazer chorar... e sorrir.

Para quem gosta de Iggy Pop, o último CD "Preliminares" vai causar efeito. A criação se deu na França e algumas faixas são em francês. Mas cuidado: se vc está de bode pule as primeiras músicas pq são emotivas e tristes. Nesse trabalho a voz gutural de Iggy está mais destacada - quase um Nick Cave. É um CD para se apreciar e, em alguns momentos, dançar. Eu amei!

E vcs já experimentaram a esfirra de espinafre do Habibs? Gordinha e saborosa. Há muito tempo não encontro uma esfirra tão gostosa. Tô quase viciada. Para quem tem crianças há um kit com bonecos de pano do Popye e Olivia Palito.

 

 

 

ASSISTAM SORRIA!

Sorria! Mas podia ser chore... de emoção! Essa sensível peça, baseada na obra de Charles Chaplin e que tem, inclusive, o apoio da filha do cineasta, certamente vai arrancar lágrimas da platéia. Os quatro jovens atores interpretam com a alma e é tão percebível isso ao longo do espetáculo que acabamos nos envolvendo dos pés à cabeça no drama de uma jornalista que vive para o trabalho e perde qualquer interesse pela vida. Um quadro, aliás, comum no meio jornalístico. Especialmente as mulheres jornalistas são muito intensas na profissão, muito dedicadas... e elas trabalham 24horas, dormindo e até na banheira de hidromassagem. A mente não relaxa. Estão sempre pensando na matéria, na pauta, na entrevista, no jornal, na revista...

 

Em Sorria é Chaplin quem vem socorrer a moça de seu caos mental e emocional... tentando fazê-la enxergar o quanto está ficando sozinha, entregando a vida para um pedaço de papel. E ele faz isso com toda a graça e genialidade que vemos em seus filmes. O texto fala da busca do amor, mas não o amor romântico. O amor interior, o amor dos amigos, o amor que nutre a nossa alma. Aquele amor que às vezes fica tão submerso em trabalho que esquecemos que o temos e que precisamos dele. São lindas metáforas e textos com os quais todos nos identificamos.

 

Há momentos que nos conduzem ao riso, especialmente ilustrados por um psicólogo que tem um problema mal-resolvido com a figura da “mãe” e uma escritora com bloqueio criativo, que é capaz de criar uma receita de bolo de jabuticaba com agrião, mas não consegue escrever um livro. Chaplin e os outros três personagens mexem com alguns de nossos medos mais profundos, como o de perder-se de si mesmo... deixar de ser gente e virar “coisa”. Um ser mecânico que responde a comandos. Sorria dá um chacoalhão na gente!

 

Projeto Sorria

 

O "Projeto Sorria" teve início um ano atrás levando filmes de Chaplin para escolas públicas e, até o momento, mais de mil crianças foram beneficiadas com a ação. A peça “Sorria”, que estreiou em julho no Teatro Commune, homenageia os 120 anos do nascimento de Charles Chaplin.
 

SORRIA

Direção geral: Guily

Direção Musical: Eduardo Capello

Atores: Dayenne Mesquita, Priscila Beniamino, Rafael Cestari e Guilherme Rahner

Temporada: Julho e Agosto

Sábados às 21h e Domingos às 19h

Teatro Commune – Rua da Consolação, 1218 Centro SP

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