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Investigação

Recentemente encontrei uma caixa de papelão lacrada no meio de outros lixos que me chamou a atenção. Abri e descobri dentro um gatinho morto. Aspectos do animal e da embalagem me conduziram à delegacia, perícia e necropsia, afinal, poderia ser um matador de animais que, em muitos casos, mais tarde migra para vítimas como crianças e pessoas indefesas, além de cometer o crime primário de maus-tratos a animais. A necropsia foi concluída e a materia está no site da agência Anda acrescida de uma entrevista com o professor Paulo Cesar Maiorka, patologista da USP e responsável pelas necropsias do Caso Dalva e gatos encontrados mortos no cemitério do Araçá (SP). Veja em

http://www.anda.jor.br/04/09/2012/gato-encontrado-morto-em-caixa-lacrada-pode-ter-sido-vitima-de-maus-tratos

Passarinho também quebra o pau

Sempre tive a impressão de que os frágeis pardais jamais brigassem "feio" como fazem muitos cães e gatos. Puro engano. Tenho visto brigas entre pequeninos pardais no quintal da minha casa. Espalho painço numa quantidade suficiente pra todos e, mesmo assim, quebram o pau... um expulsa o outro do lugar. Às vezes, se pegam de forma tão violenta q até parece q passam fome. As rolinhas idem. Elas dividem o espaço de comilança com os pardais, mas só alguns se tornam amigos. Elas correm com as asinhas abertas atrás de outros "desafetos". Já vi pardal empurar outro pra dentro do potinho de água. Brincadeira? Maldade? Creio que a índole sempre varia... tem nuances independente da espécie. Há passarinhos pacíficos que dividem a comida sem problemas. E tem passarinhos egoístas. Personalidade é algo extremamente variável, mesmo quando o grupo é praticamente indistinguível fisicamente. E isso deve acontecer em reinos ainda menores, como das formigas e abelhas, borboletas... joaninhas. Não sei se dá pra chamar de alma, mas existe um comportamento particular em cada bichinho. Uns são solidários, outros mesquinhos... exatamente como acontece conosco.

O que os Cães pensam de nós???

No livro "Falar é Fácil, Quero ver Latir", de Caio Mattoso, a diversão é garantida com diversos pensamentos caninos sobre nós e o mundo em que compartilhamos com eles. Leiam minha matéria sobre o assunto em

http://www.anda.jor.br/01/09/2012/livro-reune-frases-de-pensamentos-caninos

Dinossauros no Congo

As florestas da República Democrática do Congo são o cenário escolhido para o filme Projeto Dinossauro que estréia em setembro. A história narra a aventura de um adolescente em meio a uma expedição de caça a dinossauros e para a qual, obviamente, ele não foi convidado. O lado curioso do filme é a técnica utilizada em Bruxa de Blair onde uma suposta câmera amadora filma tudo. O diretor Sid Bennet assina também a série "Sobrevivi" exibida no Discovery Channel. Embora o filme tenha bons momentos de tensão, com a equipe sendo ferozmente atacada pelos dinossauros voadores, a narrativa (e visão) dos acontecimentos é do adolescente  e deve agradar especialmente o público de mesma faixa etária. Apenas a título de curiosidade, vale lembrar que há trechos  da floresta congolesa realmente impenetráveis que poderiam proteger espécies antigas por milhões de anos. Se tem um lugar na Terra que ainda serviria de refúgio para dinossauros, esse lugar é o Congo. Há, inclusive, algum folclore local sobre criaturas muito estranhas que aparecem repentinamente em lagos de grande profundidade. Mas atualmente, dada a guerra instalada há quatro meses entre governo e rebeldes, é bem mais fácil morrer nas mãos de uma das quatro milícias na ativa do que nas garras de dinossauros.

O ápice do sapateado nos Anos 40

O sapateado é a grande estrela do musical New York New York, dirigido por José Possi Neto, em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso até 7 de outubro. Tendo como protagonista Kiara Sasso e Juan Alba, o espetáculo de cor e ritmo narra a história do compositor da música que dá nome à peça, mundialmente famosa na voz de Liza Minelli e Frank Sinatra. São 28 atores e bailarinos em perfeita sincronia. Destaque para o ator Maurício Xavier que rouba a cena e gargalhadas no momento em que interpreta um pastor. Na companhia de suas estrelas da música gospel ele tenta oportunidade numa gravadora. O momento de Xavier na peça é um show à parte, mas todo o musical enche os olhos e mergulha o público numa viagem aos Anos 40. Figurino impecável. Na temporada de 2011 a peça foi vista por 52 mil pessoas e ganhou o Prêmio de Melhor Musical estrangeiro Adaptado pelo R7.

Acima Kiara Sasso, Cristiane Matallo e Juan Alba. Abaixo Mauricio Xavier q brilha em NY NY

 

CRIANÇAS PERVERSAS

Está no ar o terceiro episódio da série "Matadores de Animais - Assim começa a carreira de um psicopata". Dessa vez aponto alguns casos de crianças perversas como a do garoto que matou outro menino no RS do mesmo jeito que matava gatos e, recentemente, as três crianças mataram 27 galinhas e arrancaram suas cabeças em SC. Criança má tem cura? Conheça o estudo que a PM de SP está fazendo para relacionar maus-tratos a animais à violência doméstica e outros crimes. Comentem, compartilhem. A participação de todos pode motivar as autoridades a deterem os matadores de animais desde cedo.

http://www.anda.jor.br/05/06/2012/criancas-perversas-um-mal-que-precisa-ser-cortado-pela-raiz


A minha matéria de hoje na Anda é sobre a dupla Roberto e Tikinho (foto) q moravam nas ruas de Moema (SP). É uma bela história q escolhi para ilustrar um evento que acontece nesse domingo e prestará assistencia medica aos carroceiros e veterinária aos seus cães, inclusive, encoleirando-os contra a leishmaniose. Se vc conhece um carroceiro que tem cães passe a ele essa dica. Serão vários serviços gratuitos. Leia materia completa em http://www.anda.jor.br/01/06/2012/caes-de-carroceiros-recebem-atendimento-veterinario-gratuito-em-sao-paulo

Roberto e Tikinho foram homenageados no MI-AU BOOK & CIA - Um Livro Pet-Solidário, na seção "Amigos vivendo nas ruas". Tikinho morreu um ano após o lançamento do livro, em 2011. Roberto faleceu há um mês. Foi encontrado morto numa manhã. Ele já tinha outro cachorro chamado Zorro que foi adotado por uma moradora da região onde ele vivia. Roberto ganhou uma missa de sétimo dia de outro morador. A dupla ficou bastante famosa e provou como é forte a amizade nas ruas entre homeme e cão.

Convido-os para o segundo episódio da série MATADORES DE ANIMAIS – Assim começa a carreira de um psicopata: http://www.anda.jor.br/28/05/2012/a-medicina-a-servico-da-morte-a-enfermeira-que-matou-a-yorkshire-lana

No capítulo de hoje chamado “A Medicina a serviço da Morte” apresento alguns assassinos em série que aproveitaram-se de suas profissões como médicos e enfermeiros para matar. Também resgato a história da enfermeira que, no Brasil, torturou e matou uma frágil yorkshire e cujo perfil se assemelha a dos psicopatas temporários. E o que dizer do talvez mais cruel de todos, Jeffrey Dahmer, que torturava, estuprava e ainda mutilava e comia suas vítimas? Na infância Dahmer decapitava cães e ratos. O serial killer chegou a trabalhar como paramédico. O objetivo da série é alertar a polícia, autoridades,  mídia e a sociedade em geral sobre o alto grau de periculosidade dos matadores de animais tanto para os bichos quanto para crianças e pessoas indefesas que, numa segunda etapa, podem se tornar suas vítimas.

O primeiro capítulo falou sobre a americana Brenda Lee (que aos 16 anos matou 2 adultos e feriu 9 crianças) e a brasileira Dalva Lima da Silva que confessou matar animais há pelo menos um ano com injeções letais, somando a morte de mais de mil animais saudáveis e adotáveis. O primeiro capítulo foi curtido por mais de 1.650 pessoas, o que pode significar o interesse de leitura pelo triplo disso. Tb recebeu mais de 70 comentários.

Abaixo Jeffrey Dahmer:

 

Garotas ensinam RESPEITO AOS ANIMAIS

 

A série de livros Milly e Molly, da neozelandesa Gill Pittar foi criada para promover a aceitação da diversidade cultural e racial, bem como valores sadios para a educação do caráter. É uma encantadora coleção de livros para crianças de 3 a 8 anos.

Milly e Molly são duas amiguinhas de 8 anos de idade, uma loura e outra negra, que passam por diversas situações que lhes proporcionam aprendizados e exemplos de bom comportamento. Cada volume da coleção lida com uma determinada virtude, ou valor, como honestidade, generosidade, gentileza, respeito pelos animais, paciência, aceitação das diferenças, etc. São histórias que estimulam a imaginação das crianças, facilitam a discussão de temas delicados (um dos valores, por exemplo, é “Como lidar com o luto”) e incentivam os leitores-mirins a levar uma vida equilibrada e saudável.

Sentimentos de dor, perda de identidade e baixa autoestima são elementos que transcendem as barreiras de raça, crença e cor. Temas como amizade, generosidade, alegria e sucesso também fazem parte de Milly e Molly. As histórias mostram como tudo isso pode ser incorporado no dia a dia da vida da criança”, explica a autora Gill Pittar, que escreveu 78 livros e duas séries para a televisão. Os livros da coleção Milly e Molly foram lançados em mais de 100 países e traduzidos para 21 línguas.

“Milly e Molly é uma maravilhosa coleção de livros. Um verdadeiro achado.” Robert Munsch - Conhecido autor de livros infantis campeões de vendas.

“As morais subjacentes, inerentes aos textos, são importantes para que as crianças do século XXI as assumam como suas (...) a linguagem e o estilo usados para transmitir as histórias são vigorosos e empolgantes para os jovens leitores (...) a linguagem e o estilo são simplesmente literatura de qualidade (...) apropriada como textos didáticos em estudos sociais ou programas de saúde em qualquer lugar do mundo onde a diferença é componente integral de uma comunidade” Professor Dr. Sigrid Markmann - Reitor da Faculdade de Literatura e Linguística -– Universidade de Osnabrück, Alemanha.

 

MATADORES DE ANIMAIS

ASSIM COMEÇA A CARREIRA DE UM PSICOPATA

PARA REFLETIR:

QUAL O DESTINO DAS 80 MIL CRIANÇAS DESPARECIDAS POR ANO NO BRASIL?

Brenda ao ser presa

Convido-os a lerem a série que começa hoje no site da ANDA (agencia de comunicação focada em direitos animais):

Com pesquisas e entrevistas é traçado um paralelo entre assassinos de animais (em série ou massa) e psicopatas dos mais cruéis no Brasil e Exterior. O primeiro capítulo mostra o Caso Dalva – A Matadora de Animais da Vila Mariana (SP) e o Caso Brenda Lee, que tinha apenas 16 anos quando matou dois adultos e feriu 9 crianças. Na infância Brenda colocava fogo em cães e gatos.

O método usado por Dalva, extremamente doloroso e angustiante para os animais, demonstra um perfil psicótico. A cachorrinha encontrada morta tinha 18 perfurações no peito. Outro agravante é que ela própria confessou estar matando bichos (saudáveis) há pelo menos um ano. Isso resulta em mais de mil animais. Mas Dalva não foi presa e o próprio delegado responsável pelo caso não acredita em prisão por conta da brandura das leis brasileiras.

Segundo estudos do FBI, cerca de 80% dos psicopatas iniciam seu rastro de sangue e dor matando pequenos bichos. Por isso, em países como Estados Unidos e Inglaterra, os matadores de animais já são tratados de forma diferenciada. Nesses locais já se entende que deter esses indivíduos ou monitorá-los representa uma medida preventiva, de proteção não somente aos animais, mas a toda a sociedade.

É muito importante denunciar todo e qualquer matador de animais. À propósito, no Brasil, 80 mil crianças desaparecem por ano. É um número extraordinariamente alto. Elas somem sem qualquer pedido de resgate e podem estar caindo nas mesmas mãos daqueles que assassinam animais. Mesmo supondo que uma parte dessas crianças abasteça o tráfico de órgãos, com certeza, não é esse o destino das 80 mil. Para encontrar crianças desaparecidas a policia deveria começar a investigar e monitorar os matadores de animais.

A matéria está no link

http://www.anda.jor.br/21/05/2012/os-casos-dalva-e-brenda-spencer-%e2%80%93-matadoras-em-serie-e-em-massa#comment-197159

 

 

 

 

GORILAS no FOGO CRUZADO entre rebeldes e governo
O DESTAQUE de hoje no site da ANDA é uma matéria minha sobre os últimos acontecimentos na Montanha dos Gorilas, na Rep Dem. do Congo. Ontem eu soube que três guardas florestais já morreram pq insistiram em ficar nos postos de defesa. Rebeldes e forças do governo estão adentrando no território dos gorilas com pesada artilharia, incluindo mísseis. Só há 280 gorilas na região.Ajudem-me a espalhar isso para q a imprensa se interesse m noticiar e surja ajuda internacional. Apesar do grande tesouro que guarda, que são esses fabulosos, pacíficos e vegetarianos gorilas, o Congo é tratado como um país invisível. Leiam a matéria e compartilhem.
Acessem

Vejam a Gabi com seu filhinho e um de seus sete gatinhos. A Gabi fez uma das campanhas mais sensíveis e bacanas do Facebook posando a gravidez toda com seus felinos e mostrando que não há perigo em conviver com gatos nesse período. As lindas fotos passavam a mensagem de forma sutil sem que nada precisasse ser escrito.

ONG CRIATIVA

A OBA - Organização Bem-Animal Florianópolis é uma entidade repleta de boas ideias para ajudar cães e gatos abandonados. Além dos inúmeros eventos que a ONG promove ao longo do ano, também busca parcerias para campanhas de conscientização e para doações. Um bom exemplo de gestão de ONG é a campanha abaixo. Numa parceria com a Globo Renault, a OBA conseguiu que cada veículo seminovo vendido gere ração para os animais atendidos no Mutirão Mata-Fome. O carismático cartaz também é fruto de parceria com a DBS Multicriação.

Outra ação interessante da ONG foi conquistar Romário para uma campanha de conscientização. Enquanto passava o carnaval desse ano na Praia de Jurerê Internacional, Romário topou posar com a filha Ivy e o cão Aquilles para o cartaz abaixo que já circula pela cidade por meio de onze ônibus. A campanha é "Amor sem barreiras e para toda a vida". A OBA também foi uma das ONGs selecionadas para o MI-AU BOOK - Um Livro Pet-Solidário, primeira edição, em 2009. Suas fundadoras vieram até SP para a noite de lançamento numa livraria de Moema, numa atitude bastante simpática e profissional.

Dou a vara, mas não dou o Peixe!!!

“Dou a vara de pescar, mas não dou o peixe!”. Essa sempre foi uma frase que me perturbou muito tal o conteúdo individualista e arrogante nela contido. É muito fácil dizer isso de boca cheia, principalmente quando a boca está realmente cheia... de comida. Há casos em que  há tempo de ensinar a pescar, mas noutros a vara de pesca só servirá para a pessoa em desespero se enforcar. Em muitas ocasiões é preciso primeiro dar o alimento, pra depois a pessoa começar a raciocinar e ter condições de arranjar um emprego.

 

Outra frase absurda que muitos país dizem aos filhos: “Come tudo, filho e limpa o prato, não deixa nada porque tem gente que não tem nem o que comer”. Bom... não é comendo além do limite só pra não deixar migalhas no prato que uma pessoa vai ajudar outra que passa fome. Ela ajudaria se dividisse seu prato com outra ou se fizesse menos comida e doasse o que não vai usar para outra que pudesse aproveitar. Fazer as crianças “limparem” o prato não ameniza a fome de ninguém e muito menos corresponde a uma forma de “agradecer” pelo alimento.

No Conexão Repórter desta quinta foram mostradas algumas pessoas que vivem do lixão. Outras que sobrevivem com os restos das feiras. Eu mesma já fiz uma reportagem num lixão sobre o qual as pessoas construíam suas casas e viviam. Dormiam, comiam e viviam em cima do lixo acumulado... coisas podres, mau cheiro e refeições com comida estragada ou vencida. Uma mulher me falou como ficava feliz quando achava pizza e yogurte vencidos.

Na reportagem do Conexão Repórter foi difícil não se emocionar com um homem dizendo que se tivesse dinheiro gostaria de comer uma lasanha. Algumas pessoas sonham com tão pouco, né? Uma lasanha! A mulher dele chora enquanto diz que sente vergonha de pegar comida no lixo, mas que está feliz porque acharam um peixe inteiro, grande e que deu pra repartir com todos da casa.

Noutra cena uma senhora que sofre de tuberculose e é sozinha no mundo mostra como sustenta os três netinhos numa favela. Ela anda 4 km a pé da feira até em casa pra levar o alimento que cata no final da feira. Mostra pra netinha um belo abacate e diz: “Tá vendo? Vc não queria abacate? Achei um bem bonito!”. E a menina, um tempo depois, se lambuza toda com o prêmio encontrado pela avó nos restos da feira.

 

Às vezes eu fico pensando... por que o dinheiro não está nas mãos de quem poderia dar um jeito nessa situação? Por que o dinheiro sobra nas mãos de gente egoísta que jamais seria capaz de dividir seu peixe e que se der a vara de pescar ainda é capaz de cobrar um dia por isso? Tanta gente solidária podia ter nascido rica e estar acabando com a fome, mas parece q o dinheiro só brota nas mãos de pessoas que só se preocupam consigo mesmas, que enchem o peito orgulhosas de seus dividendos e dizem: “Ensino a pescar, mas não dou o peixe”. Seria mais honesto elas dizerem: “Não ajudo ninguém porque não me sinto obrigado e nem com vontade de fazer isso”.

No jornalismo a gente aprende a jamais ser indiferente. Na verdade, grande parte das pessoas que fazem jornalismo já são bastante sensíveis e carregam dentro de si uma vontade de mudar o mundo.  A gente é chicoteada pelos fatos, vive aquele momento difícil junto dos entrevistados... somente uma porta consegue ficar indiferente.

Lembro que uma vez, num desabamento, uma mulher cheia de crianças comentava que não tinha pra onde ir. Deu uma vontade de levar todo mundo pra minha casa. Mas eu ia precisar ter uma mansão porque no dia seguinte desapropriaram um prédio invadido. Nossa! É tão triste ver o pessoal saindo com suas trouxinhas carregando filhos e animais, panelas, cobertores... tudo tão solto.

Sabe... toda criatura viva quer um cantinho. Qualquer lesminha, qualquer formiguinha quer ter sua casinha. Se eu pudesse dava casa e emprego pro mundo inteiro. E se eu ficasse milionária consertaria a  vida de muita gente.

Primeiro eu daria o peixe e o teto... e só depois daria a vara de pescar. A verdadeira ajuda é enxergar dignidade nas pessoas, é acreditar nelas. Dar a vara sem antes alimentá-las, sem antes tirá-las do desespero é o mesmo que dizer: “Olha... vc é vagabundo, não quer trabalhar e por isso está nessa situação. Toma a vara... mas vê se me devolve depois”. Dar a vara numa situação de emergência não é estender a mão, mas humilhar a pessoa que já não tem mais forças pra acreditar em si mesma.

A senhora que cuida dos três netos assinala que o maior medo dela é morrer e não poder continuar cuidando das crianças. Se eu pudesse, contratava aquela senhora como cozinheira e punha todos na minha casa... que ia precisar ser uma mansão. Infelizmente as mansões estão nas mãos daqueles que nada querem compartilhar. Que acreditam que estão aqui pra cuidarem apenas do próprio umbigo e, no máximo, do umbigo de suas crias.

Se todo mundo que vive bem adotasse uma família pobre, já sentiríamos uma grande diferença. Se todo mundo tivesse pelo menos dois bichinhos em casa, talvez já quase não tivesse animais abandonados nas ruas. Cada um dos rostos da reportagem desta quinta não me saem da cabeça. Há milhões de pessoas nessas condições e até piores. E o dinheiro circulando nas mãos de quem sequer enxerga o outro. O que será que o universo quer nos provar fazendo a fartura fluir por entre aqueles que não têm índole solidária?

 

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